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Agora que o ano letivo acabou, posso brincar com outras fontes, de Fernando Pessoa a Chico Buarque...
Chico buarque, o pai de todos...
Escrito por AugustaAngelica às 10h05
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A cidade dos artistas
Na cidade Ser artista É posar sorridente É ver se de repente Sai numa revista
É esperar que o orelhão Complete a ligação Confirmando a excursão Que te leva ao Japão Com o teu pianista E antes que O sol desponte Contemplando O horizonte Conceder entrevistas Aos outros artistas Debaixo da ponte
Na cidade Ser artista É subir na cadeira Engolindo peixeira É empolgar o turista É beber formicida É cuspir labareda É olhar a praça lotando E o chapéu estufando De tanta moeda É cair de joelhos É dar graças ao céu Lá se foi o turista O dinheiro, a peixeira A cadeira e o chapéu
Ser artista Na cidade É comer um fiapo É vestir um farrapo É ficar à vontade É vagar pela noite É ser um vaga-lume É catar uma guimba É tomar uma pinga É pintar um tapume É não ser quase nada É não ter documento Até que o rapa te pega Te dobra, te amassa E te joga lá dentro
Chico Buarque/1981
Escrito por AugustaAngelica às 10h01
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Processado!!!! Palavras cortadas, sem cuidado e postas, sem cuidado sobre a imagem. Finalmente a subjetividade vem à tona, com todo cuidado. O começo do precesso do "eu na obra".
Escrito por AugustaAngelica às 22h14
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Escrito por AugustaAngelica às 22h11
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Mais uma do Alberto Caeiro
"...Mas eu nem sempre quero ser feliz. É preciso ser de vez em quando infeliz Para se poder ser natural... Nem tudo é dias de sol, E a chuva, quando falta muito, pede-se. Por isso tomo a infelicidade com a felicidade O que é preciso é ser-se natural e calmo Na felicidade ou na infelicidade, Sentir como quem olha, Pensar como quem anda,... ...lembrar-se de que o dia morre, E que o poente é belo e é bela a noite que fica... Assim é e assim seja..."
Escrito por AugustaAngelica às 22h11
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Escrito por AugustaAngelica às 22h09
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Busca eterna pela subjetividade. Desenho impessoal e racional... É preciso inserir-me na obra... Humanizar Vamos processar...
Escrito por AugustaAngelica às 22h05
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Escrito por AugustaAngelica às 22h00
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Processado!!! A ausência da cor me incomoda, mas me é necessária na busca incessante pelos melhores traços... Montagens e sobreposições. Recortes e colagens... enquadramento... Desenho!
Escrito por AugustaAngelica às 21h59
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Escrito por AugustaAngelica às 21h57
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A poesia me basta, ainda... O desenho pede peso, seriedade... Vamos processar...
"Leve, leve, muito leve, Um vento muito leve passa, E vai-se, sempre muito leve. E eu não sei o que penso Nem procuro sabê-lo" Fernando Pessoa (Alberto Caeiro)
Escrito por AugustaAngelica às 21h55
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Escrito por AugustaAngelica às 21h52
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O desenho não me basta. Recorro à poesia. Fernando Pessoa me basta
"O que me dói não é o que há no coração Mas essas coisas lindas que nunca existirão... São as formas sem forma Que passam sem que a dor as possa conhecer ou as sonhar o amor. São como se a tristeza fosse árvore e, uma a uma, caíssem suas folhas, entre o vestígio e a bruma." Fernando Pessoa
Escrito por AugustaAngelica às 21h51
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Escrito por AugustaAngelica às 21h47
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E o que é desenho? Esquecendo dos conceitos tradicionais... Desenho é linha, é traço, é corte, é letra, é moldura, é montagem e colagem, é poesia. Aumentar, diminuir, focar e desfocar, colar e sobrepor, enquadrar. Isso é desenhar.
Escrito por AugustaAngelica às 21h46
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